quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O que vai rolar...dia 24/08/2007

Eitaaa Blog bi-i-tooo!!! rsrsrs
Valeu pelos comentários, de verdade mesmo!!Continuem...continuem, esse eh o nosso combustível! :)
E aí...todo mundo preparado p/o segundo ensaio da temporada??? Próxima sexta terá Márcio Mello, Negra Cor e a galera mais animada da cidade.. agitando o Bahia Café Hall ( Paralela ).
Correeee que os ingressos são limitados!!!

Conheçam um pouco mais do artista convidado:


Entrevista p/o Folha da Bahia:
"Daqui a dois anos só vou existir virtualmente"
http://www.correiodabahia.com.br/folhadabahia/noticia.asp?codigo=83601

" Contra burguês baixe MP3" hahaha...no site oficial!!!

http://www.marciomello.com.br/index.php?conteudo=mus

Ouça na Rádio Uol:
http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?param1=homebusca&check=artista&enviar=OK&sss=nada&busca=M%E1rcio%20Mello#

Vídeo no Youtube " Santa Helena" Lindíssima essa música!!!!
http://youtube.com/watch?v=pBxJmncEqeM

RELEASE COMPLETO:
Márcio Mello, um artista singular

O cantor e compositor Márcio Mello é um artista singular no cenário rocker brasileiro. Enquanto o rock brasileiro em geral toma como axioma o distanciamento da música brasileira e rapidamente cai na clonagem de estilo do que anda fazendo sucesso pelo mundo, Márcio Mello vem na tradição do que é bom por ser, em primeiro lugar, original, e só então por enquadrar seu trabalho numa linguagem, que é o rock.

A música popular é uma arte que é uma combinação de música e poesia de um modo que haja a junção harmoniosa de ambas. Márcio tem feito o seu trabalho dentro deste formalismo de uma maneira muito bem cuidada ao longo destes anos. É a poesia de um coração apaixonado que urra em forma de rock'n roll. Como diz Tom Zé, "já que a juventude já vem tudo javali", numa ótima metáfora da energia da juventude, a música de Márcio cai de um modo muito natural no formato do rock por ser o canal apropriado para essa energia, é esse vigor que ele quer traduzir, e é aí que ele veste a roupagem do rock, e sua música fica assim ainda mais poderosa. O que são doces canções de amor que guardam no fundo uma beleza melódica que as fazem merecer serem gravadas por João Gilberto (sim, este deveria gravar umas canções de Márcio, e elas são grandes, em letra e música, para merecerem isso), tornam-se canções com vigor. Artistas banais que resolvem fazer um rock mais vigoroso em geral acham que basta fazer barulho e urrar, soam como uma gritaria e confusão melódica, pois a intenção da canção é simplesmente estar no formato. Para Márcio, é apenas a forma inevitável de manifestar sua poesia, que se manifesta com a energia de barulhos de guitarras, baixos e baterias, e urros, mas completamente necessários. Poucos artistas no Brasil conseguem fazer o estilo de música que ele tem feito sem perder a capacidade de estar, de fato, se expressando. O formato vem escolhido para servir à intenção do artista, e não o artista que tenta se enquadrar para caber num gênero musical.

E esta coerência de trabalho, esse equilíbrio e refinamento balanceado de música e poesia, conteúdo e forma, é algo que não brota repentinamente. É resultado de uma longa carreira que começa nos anos 80, nos anos onde o rock brasileiro, BRock, mais floresceu, talvez pelo fato de que o cenário mundial nesta altura vivesse uma onda como a new wave, que é um ramo alegre do rock, mais próximo do espírito brasileiro do que outras vertentes mais mórbidas do rock, que não se encaixam muito bem nesta terra tão solar e tornam-se fake. O BRock nasce ali, e nesse contexto aparecem Blitz, Barão Vermelho, Titãs e... Rabo de Saia. O Rabo de Saia surge com a irreverência destes anos, um vocalista (Márcio Mello) e três mulheres que tocam (uma delas é Lanlan, que hoje tem carreira solo, e outra, Érica, fez parte do grupo Penélope, e continua com uma carreira de baixista acompanhando grandes nomes da MPB). Nesta época eles já lançam um trabalho que tem um hit: "Amor destrambelhado". Esta gravação consta do CD "Singles" da Warner (uma das primeiras compilações de remasterizações de Charles Gavin) que traz um panorama no BRock dos 80, juntamente com Ultraje a rigor, Gang 90, Fausto Fawcett, Heróis da Resistêcia, etc.

Com a interrupção nacional provocada pelo plano Collor os projetos da banda foram atrapalhados, mas a carreira continuou. Logo depois, em 95, com a profissionalização do mercado musical na Bahia, o artista lança o seu primeiro álbum solo: "Pop-chumbado". Divertido, no contexto da música de então, mas já contendo também outros elementos que serão explorados mais adiante. Embora completamente diferente do trabalho atual do artista, já estão ali algumas direções que posteriormente serão tomadas. Ele é um artista de personalidade, e cuja personalidade é, necessariamente, incluída no trabalho.

E a esse disco segue o "Toneladas de Amor", em 97, com várias de suas grandes canções, com um estilo mais delineado, e a partir de então já conta com nomes de peso atentos para a sua obra, incluindo Caetano Veloso, Nando Reis e outros. Alguns já se interessam em gravar suas canções, e Daniela Mercury chuta logo para o gol: A faixa "Nobre Vagabundo" é uma ótima canção, talvez a mais conhecida do que é possivelmente o melhor disco desta grande cantora e que faz consolidar definitivamente a sua carreira, de maneira madura e elegante, e afirmando de uma vez a possibilidade de refinamento da Axé Music. No mesmo disco aparece uma outra canção de Márcio Mello, "Bandeira Flor", e a partir de então Márcio Mello é um compositor sempre presente na carreira de Daniela, sempre oferecendo pérolas para serem gravadas. "Nobre Vagabundo" ganha uma roupagem entre Axé e World Music, refinamento e estilo, e tem uma repercussão que já seria bastante para garantir ao compositor um lugar de honra na Música Popular Brasileira.

Mas Márcio Mello não para. O disco seguinte, de 1999, o consagra de vez, e conquista um público fiel que lota todas as suas apresentações, tornando-o o grande nome do rock baiano dos anos iniciais do milênio. Seu estilo já está maduro, as canções são poesias sutis vestidas de rock'n roll pleno, e ele já sabe ao que veio. Esse disco é um dos mais bonitos do rock brasileiro, com canções que são absolutamente lindas, como "Vivo pro Céu", "Toneladas de Amor", etc. Já está bem definido o seu estilo de rock, mas ele trafega com naturalidade em vários âmbitos, do show acústico cheio de lirismo que fez naquela mesma época ao comando de vários trios elétricos em que capitaneou no circuito Barra-Ondina trazendo ao delírio os fãs nesse circuito de consagraçao absoluta que é o carnaval da Bahia, e sempre com convidados muitos artistas de peso do rock nacional. Márcio é de um modo natural o anfitrião baiano do rock.

Em paralelo, outros artistas gravam sua obra, e em lugar de grande destaque, além de Daniela Mercury, tem Cássia Eller. Cássia torna-se também uma fã devotada de Márcio, grava "Amor destrambelhado", e coloca Márcio Mello como convidado do seu show na última edição do Rock'n Rio no Rio de Janeiro. A partir de então, vira figura habitual ao lado de Márcio, cantando frequentemente seu "Cocorocô" nos shows, e esboçando uma parceria para pegar a estrada ao lado dele em turnê tendo-o como show de abertura, projeto interrompido pela morte da cantora. Também interrompido o projeto de trilha sonora de filme, que seria cantado em parceria com Cássia, mas que rendeu pelo menos o CD seguinte de Márcio Mello: "Punk Love". Outro disco de um artista maduro, cheio de novidades, e muito bom.

A seguir, na sequência da indefinição vivida pelo mercado fonográfico golpeado pela pirataria e pela internet, que ainda não entendera o que aconteceria, Márcio Mello inaugura uma forma de distribuição direta com o seu CD "Tosco", de capinha de papel desenhado à mão, um por um, e mais material inédito e de boa qualidade. De tosco só o nome, o disco é sofisticado e bonito, na linha do seu trabalho usual. Depois desse, no mesmo formato de produção, lança o "Poeta Extraordinário", onde toma inclui elementos mais eletrônicos nos sintetizadores, etc.
E finalmente, lança no final de 2005 o seu mais novo disco, "Márcio Mello", com um apanhado de canções de sua carreira, incluindo várias que aparecem apenas nos independentes, e algum material inédito. Um panorama da carreira do artista maduro, um dos maiores nomes do rock nacional.

Ainda no final de 2005, no mais novo disco de Daniela Mercury, essa grava "Toneladas de Amor", numa versão muito bonita e sofisticada, e desta vez Márcio aparece ali como poeta declamando uma poesia sua. E é importante ouvir a versão desta cançao na abordagem de Márcio Mello. O peso do som corrobora as "toneladas" de amor. Um rock lindo,
vigoroso. No tradicional show do primeiro dia do ano no Farol da Barra, Daniela o recebe como convidado para um enorme público que canta com ele suas canções.
Um artista completamente maduro, um poderoso cantor de rock da música brasileira, de muitas belas composições de sua autoria.

(por Paulo Brandão, www.midialouca.com.br)


Marcio Mello - Marcio Mello (Atração, 2005)

O mais novo cd do cantor e compositor Marcio Mello traz o vigor do rock´n roll na sua forma mais legítima.

Márcio Mello tem sido por muitos anos um dos poucos artistas do cenário rocker brasileiro que não é uma persona forjada para caber numa receita de sucesso de mercado. Enquanto o rock brasileiro é constantemente feito por bandas que não duram muitos anos por serem basicamente clonagem de estilo, ou por, embora sendo originais, envelhecerem e perderem o fôlego (ou seus integrantes-chave), Márcio Mello vem na tradição do que é bom por ser, em primeiro lugar, original, e posteriormente, por fazer seu trabalho numa linguagem, que é o rock. Em seu novo disco ele mais uma vez mostra que é um artista cujo desempenho é orientado mais pelo que pensa e sente do que por necessidades de performances de gênero para a mídia. Num cenário usualmente ocupado por bandas clonadas de receitas de sucessos de mercado de outros países, ele é punk, apaixonado, sincero, desavergonhado, mas acima de tudo, um grande poeta que vem ali berrar sua intensa poesia que tem como central o amor. Em muitos momentos alcança picos de lirismo e beleza poética que não são triviais.

O disco abre com a canção "Vivo pro Céu", que tem sua marca registrada: exacerbado, passional, o poeta implora que decida se lhe quer, um amor que pede que o ponha ou em felicidade celestial, ou então, que o liberte e o deixe afogar suas mágoas na canção, mas no fundo implora revelando o sofrimento da mágoa, de modo absolutamente dramático: "E não me corte a cabeça / E me libere as asas / E me liberte amor". A poesia dele é essencialmente - e de qualidade - de intensa paixão, um drama que é o fio condutor da sua obra, a poesia como a forma de apaziguar este coração apaixonado. E essa paixão é passada corretamente no seu tom hiperbólico, na intensidade do rock que veste a poesia. Na sequência, "Toneladas de Amor" (recentemente gravada por Daniela Mercury, com participação do poeta declamando seus versos), que vem no mesmo estilo prometendo toneladas de amor caso seja ainda aceito. "Ao seu lado eu sou Carnaval, e se ainda me quiser eu nao vou te decepcionar", ou "dou-lhe o mundo em rimas, não vê?". E a próxima faixa entra em tom solene de um teclado, num som de órgão sóbrio, pra ser rasgado por uma guitarra seguida de um golpe de bateria, mais uma canção apaixonada, de alguém "Querendo Paz". Aí vem "Nobre Vagabundo", transformada em mega-hit por Daniela, seguida por uma sequência de canções divertidas, às vezes escrachadas, com um espírito adolescente (smells like a teen spirit), que têm nisso, mais uma vez uma qualidade: põe-nos no mesmo espírito adolescente e se nos permitimos, estamos cantando junto com ele os refrões como um exercício de libertação. Um coração adolescente que alcançou a maturidade na canção. Mais adiante ele retorna ao seu tema central, que ele faz com maestria, e ataca com "D. Vinits", mais uma linda canção apaixonada: "eu penso nela... no carro preto no Baixo Leblon...nas pedras em Salvador... eu penso nela no japonês, em capas de revistas pra burguês, eu penso nela pra ser meu amor, e eu não vejo mais solução"... "Fora, eu vou cair fora, não vou pedir esmolas ao seu coração". Dramático e bom.

De uma forma muito verdadeira, que traduz a honestidade com que compõe, o cd é um depoimento de um coração apaixonado e portanto adolescente e portanto também debochado. É um panorama bonito e divertido, em 15 canções, de uma obra já madura, visitada por outros grandes e/ou famosos nomes da música brasileira, mas aqui na voz de quem o interpreta com a maior legitimidade: ele mesmo. Rock, amor e escracho na medida certa.

(por Paulo Brandão, http://www.midialouca.com.br/)



Postado por Ju Guimarães.




2 comentários:

Biu disse...

um gosto de MM, mas, vou
hauahauahua
Quem é Si Freitas?
Tb quero escrever!!! E colocar minhas mil fotos!
haaauha
Bjocas.

Unknown disse...

Oi, eu sou Si Freitas colaboradora mega-power-ultra-extra-oficial para assuntos aleatorios do FC e afins.Sem camisa, sem cortezia, sem interesse, sem blá blá, apenas porque curte a banda e torce pelo sucesso!! Sacou?